Ben Affleck diz que usou IA em filme da Netflix e defende método
Ele afirma que as ferramentas foram treinadas em um conjunto de dados proprietário e usadas para ajudar a produção, não para substituir atores ou usar obras com direitos autorais de terceiros.
Ben Affleck confirmou nesta semana, no evento Screentime da Bloomberg, que “usou [IA] para muitas coisas” no filme Animals, mas se recusou a identificar tomadas específicas para não revelar a ilusão do filme.
Ao The Hollywood Reporter, Affleck disse que os modelos da InterPositive — sua empresa — foram treinados em um conjunto de dados proprietário e que ele evitou usar ferramentas treinadas em trabalhos protegidos por direitos autorais ou no material de outros criadores.
Affleck afirmou que o trabalho com IA foi aplicado principalmente na pós‑produção para acelerar tarefas como iluminação, correções de fundo, continuidade e consistência editorial, e não para gerar filmes inteiros a partir de comandos simples.
A Netflix comprou a InterPositive em março de 2026 por valores reportados entre US$ 587 milhões e US$ 600 milhões. Affleck é agora conselheiro sênior da plataforma, o que liga sua abordagem diretamente à Netflix.
A divulgação desviou a cobertura do sensacionalismo técnico para questões sobre políticas do setor, proteção de sindicatos e como ferramentas de IA proprietárias ligadas a estúdios vão afetar o controle criativo e o trabalho em produções futuras.