Lula vai a Nova York para abrir Assembleia‑Geral da ONU e restringe reuniões bilaterais
Visita curta e com limitações de segurança busca pressionar por reforma do Conselho de Segurança e sinalizar preocupação com interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Nova York para proferir o discurso de abertura da Assembleia‑Geral da ONU, ocupando a tradicional primeira fala que dá ao Brasil um palco de destaque.
O governo brasileiro informou que recebeu cerca de 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas espera aceitar apenas um número reduzido devido ao espaço limitado na agenda e à logística de segurança em torno do local da ONU.
Diplomatas preveem que o discurso de Lula enfatizará o multilateralismo, a não intervenção, o respeito ao direito internacional humanitário, ações climáticas e cooperação contra o crime organizado.
Autoridades planejam um tom contido que evitará nomear os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, ao mesmo tempo em que faz advertências educadas sobre supostas tentativas estrangeiras de influenciar as eleições no Brasil; um breve contato no corredor com Trump é possível, mas não está agendado.
Uma delegação ministerial brasileira maior permanecerá em Nova York para seguir prioridades institucionais, entre elas a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e a participação em reuniões do Conselho e no processo de escolha do próximo secretário‑geral da ONU.