Gilmar Mendes valida aumento de 15% no Bolsa Família; pagamentos começam em 19 de outubro

Ministro tratou alta como recomposição da inflação; governo diz que vai cobrir custo remanejando despesas e detalhará ajustes orçamentários em 24 de setembro.

Ontem, 19:09

O governo federal anunciou em 17 de setembro o reajuste de 15,04%, elevando o piso do Bolsa Família de R$600 para R$691 e beneficiando cerca de 19 milhões de famílias.

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O ministro do STF Gilmar Mendes reabriu um mandado de injunção arquivado e emitiu despacho que caracteriza a mudança como recomposição pela inflação, e não como desrespeito às regras eleitorais.

Os primeiros pagamentos com os novos valores serão processados a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do NIS, com saques previstos até 30 de outubro.

O governo estima que o ajuste custará R$5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$22–22,7 bilhões em 2027, e afirma que financiará a medida remanejando itens do orçamento, citando projeções previdenciárias reduzidas e revisões de cadastros.

Candidatos de oposição denunciaram o timing como tentativa de compra de votos, enquanto analistas apontam que o reajuste é um dos elementos de um pacote de medidas deste ano que algumas estimativas colocam em cerca de R$227 bilhões.

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