Lula usará abertura da ONU em 22 de setembro para defender soberania brasileira
Discurso deve condenar interferência estrangeira nas eleições de 2026, sem agendar encontro formal com Trump
O discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro, ainda está em rascunho e terá como eixo a soberania nacional e a democracia.
A assessoria presidencial diz que a fala vai criticar interferências externas na votação de 2026, evitando citar publicamente de forma direta os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump.
Lula afirmou que pretende transmitir pessoalmente a mensagem de repúdio à interferência estadunidense a Trump, mas o Palácio do Planalto confirmou que não há bilaterial agendada entre os dois líderes.
Fontes oficiais esperam apenas encontros breves nos corredores durante a semana da ONU, e Lula receberá o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, na residência do embaixador do Brasil antes do discurso.
O conteúdo do pronunciamento foi influenciado por recentes atritos comerciais, preocupações sobre a influência das big techs e o estreitamento de relações tensionadas com Israel e outros países, e pode endurecer a postura diplomática do Brasil e afetar relações comerciais caso o presidente leve o assunto a público.