Lula mantém controle sobre economia e posterga medidas fiscais maiores
Presidente reúne núcleo restrito para elaborar ajuste cauteloso que preserve confiança do mercado sem abandonar promessas sociais
O presidente convocou uma reunião na quinta-feira com o ministro da Fazenda Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e conselheiros seniores para revisar cenários e propostas de ajuste fiscal.
Durigan disse a jornalistas que vai apresentar cenários concretos e que o governo pretende adiar decisões fiscais importantes até o retorno de Lula da COP31, na Turquia.
Lula consulta uma equipe restrita liderada por Durigan, pelo ministro do Planejamento Bruno Moretti e pelo presidente do BNDES Aloizio Mercadante, e evitou abrir diálogo com economistas externos.
Os auxiliares discutem um ajuste gradual que mira um superávit primário em torno de 0,5% do PIB em 2027 e 1,5% em 2030, e que pode incluir a exclusão permanente de algumas receitas do cálculo de gastos com saúde, limites mais rígidos para renúncias fiscais e um detalhado pente‑fino nos gastos.
O presidente ainda não sinalizou toda a equipe econômica, e aliados esperam nomeações no fim de novembro, um cronograma pensado para equilibrar a inquietação do mercado com compromissos políticos e sociais.