Disputa pela presidência do Senado se intensifica com articulação de Alcolumbre por reeleição
Resultado vai definir regras orçamentárias de 2027, nomeações em agências e fiscalização de tribunais.
Davi Alcolumbre conduz uma campanha agressiva de reeleição, oferecendo gabinetes, cargos em agências e concessões orçamentárias a senadores eleitos para montar os 41 votos necessários para a votação secreta de 1º de fevereiro de 2027.
O PL lançou formalmente a candidatura de Rogério Marinho em 4 de novembro e abriu uma operação interna para conter ataques a Tereza Cristina, a fim de evitar a divisão dos votos de oposição e favorecer Alcolumbre.
A senadora Tereza Cristina recusou o papel de relatora da LDO para focar em sua própria candidatura ao Senado, e líderes do partido designaram o senador do PL Eduardo Gomes como relator da LDO, enquanto Eduardo Braga foi escolhido para o parecer da LOA de 2027.
Analistas e editoriais alertam que o controle da presidência do Senado daria ao ocupante influência sobre prioridades orçamentárias, diretorias de agências e a fiscalização de tribunais e investigações, o que poderia preservar arranjos de poder já existentes.
Lideranças regionais do PT, comandadas pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, pressionam o presidente Lula por maior representação do Nordeste no gabinete e abriram um debate mais amplo sobre sucessão e prioridades de políticas públicas para o novo mandato.