Lula e Trump têm conversa cordial e combinam retomar negociações sobre tarifas

Troca abre caminho para reuniões técnicas entre equipes dos dois países, sem anúncio de retirada de tarifas

Hoje, 14:38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta‑feira, 21 de agosto, e disse que as alegações americanas que justificaram novas tarifas sobre produtos brasileiros são infundadas, ao mesmo tempo em que pediu uma retomada rápida das negociações.

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As medidas dos EUA em questão resultam de duas ações de julho: uma investigação sob a Seção 301 que aplicou um sobretaxa de 25% e um inquérito sobre trabalho forçado que adicionou 12,5% — medidas que podem se sobrepor e elevar as cobranças até 37,5% em alguns produtos.

Lula rejeitou a classificação de facções criminais brasileiras como organizações terroristas e destacou que o Brasil já utiliza ferramentas como uma estratégia de estrangulamento financeiro, que o governo diz ter levado a cerca de R$17 bilhões em apreensões, melhorias em presídios e à Lei Antifacção.

Segundo o Planalto, Trump concordou em preservar laços comerciais fortes e em mobilizar autoridades de alto nível e equipes técnicas dos EUA para dar seguimento tanto às questões comerciais quanto à cooperação em segurança, mas não houve anúncio de revogação das tarifas nem de mudança na designação ligada ao terrorismo.

A ligação reduz a tensão diplomática imediata e estabelece um processo de negociação; no entanto, desfechos concretos para proteger exportadores brasileiros ou resolver divergências sobre a política de designações dependerão das reuniões técnicas futuras e de possíveis medidas recíprocas por parte do Brasil.

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