Meteorologistas alertam para El Niño possivelmente recorde; Brasil antecipa resposta

Aquecimento no Pacífico já passa de 2°C em algumas medições; risco de secas, queimadas e enchentes pode tornar 2027 o ano mais quente já registrado.

Hoje, 11:37

Agências meteorológicas classificaram o El Niño de 2026–27 como incomum e cada vez mais provável de atingir intensidade recorde: anomalias na temperatura da superfície do mar já ultrapassam 2°C em alguns pontos, e modelos preveem picos acima de 3°C.

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Serviços meteorológicos que divulgaram avaliações reforçadas na sexta-feira, 21 de agosto, estimam que o evento deve alcançar o pico por volta de outubro–novembro de 2026 e permanecer ativo no início de 2027.

No Brasil, a resposta saiu do planejamento e entrou na fase operacional. O estado do Rio de Janeiro criou em julho um comitê operacional e lançou o Programa Antecipar e Reagir para treinar municípios, ampliar monitoramento e coordenar ações de defesa civil, saúde e meio ambiente.

Autoridades do Rio relatam sinais já associados ao El Niño, como umidade baixa, ventos mais fortes, indícios de seca e um aumento de 100% em incêndios florestais em julho na comparação com o ano passado. Órgãos federais e estaduais já divulgaram orientações setoriais para pesca, recursos hídricos, saúde e agricultura.

Especialistas avisam que o El Niño vai alterar padrões climáticos de maneira diferente em várias regiões: pode aumentar o risco de secas e incêndios na Amazônia e na Austrália, elevar o risco de enchentes em partes do Pacífico e das Américas, e aumentar a probabilidade de que 2027 seja o novo recorde de temperatura global.

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