Juiz considera busca retroativa sem mandado em base de ALPR inconstitucional

Decisão e projeto de lei que barra uso federal podem reduzir redes de leitores de placa e cortes de verbas federais

04 de outubro, 05:30

Um juiz federal decidiu na quinta-feira que a busca retrospectiva feita sem mandado por um delegado do condado de Tulsa em dados de leitores automáticos de placa (ALPR, na sigla em inglês) violou a Quarta Emenda e determinou a exclusão das provas.

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Na sexta, os senadores Bernie Sanders e Jeff Merkley e a deputada Alexandria Ocasio‑Cortez apresentaram o Ban Flock Act, projeto que proíbe agências federais de usar ou acessar sistemas ALPR e que prevê a suspensão de certos repasses federais a jurisdições que mantiverem esses sistemas.

Reportagens e auditorias documentaram dezenas de abusos por parte de policiais no uso de ALPRs, incluindo rastreamento pessoal repetido, e levantamentos locais identificaram câmeras sem autorização ou de origem desconhecida monitorando vias públicas.

A empresa Flock Safety reduziu o tempo padrão de retenção de dados para sete dias e implementou ferramentas de auditoria obrigatórias que sinalizam buscas incomuns, mas muitos contratos com clientes ainda permitem retenções mais longas e acesso entre diferentes jurisdições.

A decisão judicial, o novo projeto de lei, propostas legislativas em andamento mais restritas e a ampla adoção de suspensões ou remoções locais abrem disputas legais e políticas paralelas que vão definir como tribunais e legisladores tratarão arquivos pesquisáveis de movimentos de veículos e a privacidade no dia a dia.

Resumo produzido a partir de 20 fontes em 16 veículos · Powered by Anchooor
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