José de Abreu cita colegas e pede que artistas se posicionem contra o 'fascismo'
O ator criticou o silêncio de figuras culturais no segundo turno e vinculou o apelo a notícia sobre proposta que prevê extinguir a Ancine
José de Abreu publicou um vídeo nas redes sociais na sexta‑feira, 9 de outubro, convocando artistas a denunciar o que chamou de avanço do “fascismo” e a não permanecer em silêncio durante o segundo turno da disputa presidencial no Brasil.
No vídeo, ele citou nominalmente Selton Mello, Giovanna Antonelli, Carolina Dieckmann e Danton Mello, questionando a ausência de posicionamentos públicos deles sobre o momento político.
Abreu ressaltou o papel de Selton Mello no filme Ainda Estou Aqui, dizendo ser incoerente retratar a repressão da época da ditadura na tela sem falar publicamente sobre riscos atuais à democracia.
O ator afirmou que os colegas não precisam citar Luiz Inácio Lula da Silva ou o PT para agir e os instou a falar especificamente sobre a ameaça do fascismo; a cobertura destacou exemplos de figuras públicas que já se manifestaram, como Anitta e Ana Paula Renault.
A imprensa tratou o apelo de formas distintas: o Terra relacionou o vídeo a uma proposta de extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), enquanto outros veículos enfatizaram a menção de Abreu aos pares e a ausência, até o momento, de respostas públicas daqueles citados — um quadro que pode aumentar a pressão sobre personalidades culturais e elevar a atenção aos riscos institucionais para o setor cinematográfico brasileiro.