Abstenção no 1º turno de 2026 é a maior desde 1998, diz TSE (21,08%)
Viagens, problemas de saúde e burocracia explicam parte do crescimento; quem faltou ainda pode votar no 2º turno em 25 de outubro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 33,4 milhões de eleitores registrados — ou 21,08% do eleitorado — não votaram no primeiro turno realizado em 4 de outubro de 2026, a maior taxa desde 1998.
Uma pesquisa Datafolha com 2.520 pessoas, realizada de 6 a 7 de outubro, aponta que os ausentes deram múltiplos motivos: 19% citam viagens, 18% doença ou problemas de saúde, 13% desinteresse; outros mencionaram trabalho, falta de documentos e distância até os locais de votação.
A ausência foi desigual por regiões: o Sudeste concentrou cerca de 15 milhões de eleitores faltosos (22,7%), o Centro‑Oeste teve 21,7% e o Nordeste 18,4%, o que impõe desafios diferenciados de mobilização às campanhas.
Estudiosos alertam que uma maior participação no segundo turno não beneficiará automaticamente um único candidato, porque importa o perfil político de quem ficou em casa; estudos indicam que a base de eleitores mais velha e de menor renda de Lula teria maior probabilidade de estar entre os ausentes.
Eleitores que faltaram ao primeiro turno ainda podem votar no segundo, em 25 de outubro, desde que apresentem o título de eleitor regularizado; quem não justificar ou regularizar a ausência pode ser multado e ficar sujeito a restrições até a regularização.