Bolsonaro e Lula vão para o segundo turno em 25 de outubro enquanto alianças se consolidam e investigações avançam
Apurações sobre suposta interferência e um tiroteio ligado à campanha criam riscos jurídicos e de segurança que podem influenciar comparecimento e estratégias até o segundo turno.
A disputa presidencial foi decidida em segundo turno em 25 de outubro, com Flávio Bolsonaro na frente após o primeiro turno em 4 de outubro, e as duas campanhas agora correndo para remodelar estratégias para a votação decisiva.
Flávio passou a semana formalizando apoios de partidos e lideranças regionais e mobilizando caciques estaduais, incluindo Douglas Ruas, cuja candidatura ao governo do Rio teve confirmação pelos tribunais eleitorais e que agora atua como coordenador de linha de frente do PL no estado.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva reestruturou sua operação em torno do trabalho de base e de uma ferramenta de dados chamada 'Onde Dá pra Conversar', que mapeia locais com maior potencial para virar votos ou mobilizar eleitores que poderiam faltar.
A pressão judicial e investigativa aumentou: o ministro do STF Luiz Fux determinou acesso integral a inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes, e advogados do escritório Prerrogativas pediram à Polícia Federal que investigue suposta interferência eleitoral ligada a Daniel Vorcaro e examine pericialmente áudios contestados.
Um sargento da Polícia Militar que atirou durante um ato estudantil pró-Lula em Sergipe foi suspenso das atividades de rua e está sob investigação criminal e administrativa, um desdobramento que, junto a riscos de desinformação, pode afetar a percepção dos eleitores e o comparecimento às urnas na reta final para o segundo turno.