Campanha de Lula acusa Meta de privilegiar página de Flávio Bolsonaro e aciona o TSE
Equipe diz que bloqueios de anúncios e quedas súbitas em contagem de visualizações reduziram alcance pago; TSE pediu esclarecimentos técnicos e preservação de registros
A campanha de Lula apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado após relatar que falhas no Instagram e no Facebook a impediram de impulsionar conteúdo pago e, em ao menos um caso, tiraram uma conta de anúncios do ar.
Documentos da campanha afirmam que os problemas começaram em dezembro e se intensificaram em 9 e 10 de outubro, quando impulsionamentos e entrega de anúncios foram bloqueados e a contagem de visualizações de uma publicação caiu temporariamente, o que, segundo a equipe, prejudicou seu alcance digital.
A Meta admitiu ter registrado “problemas técnicos” quando questionada, mas não forneceu uma explicação pública formal nem evidência de que outros anunciantes brasileiros foram afetados; ao menos um veículo de imprensa informou que a empresa não respondeu a pedidos de comentário.
Um ministro do TSE determinou que a Meta apresente esclarecimentos técnicos e preserve, no prazo de 48 horas, registros de moderação, publicidade e distribuição, e também pediu informações sobre uma rede de 255 perfis automatizados no Instagram citada pela campanha.
A equipe de Lula cita uma análise interna que indica que a página de Flávio Bolsonaro teve, em média, cerca de 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de menos seguidores. A disputa pode levar a um escrutínio sobre como regras de entrega de anúncios e de recomendação das plataformas influenciam eleições acirradas.