Janones rejeita ministério de Lula e mantém controle de canal no WhatsApp
Permanência na Câmara deixa em aberto como o 'Exército do Lula' de 10 milhões de integrantes será incorporado à comunicação presidencial
André Janones disse que recusará qualquer cargo de ministro, que permanecerá como deputado federal e que manterá filiação à Rede Sustentabilidade.
Janones criou e administra diretamente o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, que alcançou mais de 10 milhões de participantes durante o período eleitoral e que ele pretende ampliar para 13 milhões até a posse presidencial.
Janones afirmou ao presidente Lula que "o canal é seu", mas manteve o controle operacional enquanto discute uma possível transferência da gestão diária para a equipe presidencial.
O Tribunal Superior Eleitoral cobrou das plataformas fiscalização extra antes do segundo turno, e Meta, Google e X informaram ao tribunal que não identificaram irregularidades no canal.
Janones enfrenta controvérsias jurídicas passadas, incluindo um inquérito na Procuradoria‑Geral da República sobre suposta "rachadinha" que, segundo ele, foi encerrado por acordo com devolução de valores, e um caso com pedido de medidas protetivas que corre em segredo de Justiça e contribui para escrutínio reputacional às vésperas da posse.