Flávio Bolsonaro vai aos EUA; Trump diz que ele pode ficar enquanto cresce a cobrança sobre como saiu do Brasil
Entrada do senador nos EUA gerou pedidos de explicações em Brasília sobre possíveis ligações da Casa Branca com sua partida.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar seus passaportes e chegou a Miami na quarta‑feira após uma parada para reabastecimento no Equador, e as autoridades brasileiras apuram a rota de viagem e uma possível saída irregular.
O presidente Donald Trump disse a repórteres em Mar‑a‑Lago que Flávio “pode ficar aqui o tempo que quiser” e afirmou que não tem planos de receber o senador. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA não 'diretamente' facilitaram a viagem e confirmou que Flávio entrou com visto e recebeu parole em um ponto de entrada.
Reportagens nos EUA ligaram o assessor da Casa Branca Jason Miller ao arranjo do jato particular que levou Flávio aos Estados Unidos, e parlamentares americanos e brasileiros solicitaram formalmente esclarecimentos sobre qualquer papel norte‑americano.
A Polícia Federal havia pedido a apreensão dos passaportes de Flávio minutos após a eleição, citando 'risco concreto de evasão', e a saída dele já alterou a política doméstica ao unir senadores do PL em torno da disputa pela presidência do Senado em 2027, enquanto a maioria dos governadores de direita reconheceu publicamente a reeleição de Lula.
O episódio pode tensionar as relações Brasil‑EUA e repercutir na política interna americana antes das eleições de meio de mandato; parole é uma autorização temporária de imigração nos EUA que não equivale a asilo ou a status permanente e costuma ter limites de tempo e condições.