Investigações federais se ampliam enquanto Vorcaro nega fraude bancária e rede de postos tem novas prisões
Reportagens e ações policiais ampliaram inquéritos que apontam suposto financiamento eleitoral não declarado e grandes fluxos financeiros suspeitos; promotores dizem que é preciso prova independente antes de denunciar.
Uma reportagem da Revista Piauí publicada esta semana diz que mensagens do telefone de Daniel Vorcaro descrevem uma festa coordenada em seu triplex para o ministro do STF Kassio Nunes Marques, mas o relato baseia‑se nessas mensagens recuperadas e não foi comprovado de forma independente.
A Polícia Federal disse a jornalistas que recebeu uma notícia‑crime alegando um pagamento em dinheiro de R$30 milhões para financiar um documentário sobre o presidente Lula, e tanto a PF quanto a PGR afirmam que estão analisando a denúncia e precisam de provas corroborantes antes de abrir um inquérito formal.
Vorcaro prestou novo depoimento à PF nesta semana negando as alegações de fraude de R$12 bilhões no Banco de Brasília (BRB) e sua defesa sinalizou contestações na esfera cível e pedidos de perícia forense, enquanto investigadores pediram mais 60 dias para concluir os trabalhos da operação Compliance Zero porque oitivas de testemunhas-chave foram adiadas.
A PF cumpriu a oitava fase da Operação Unha e Carne na quinta‑feira, prendendo o ex‑prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, o ex‑delegado Marcus Amim e outros, e apreendendo carros de luxo, armas, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos que, segundo os investigadores, vinculam uma rede de postos de combustíveis a cerca de R$7,6 bilhões em fluxos suspeitos monitorados.
As autoridades ressaltam que ambos os inquéritos permanecem abertos e juridicamente sensíveis, com investigadores buscando registros financeiros, análises forenses e depoimentos de testemunhas para corroborar as alegações, ao mesmo tempo em que apontam vazamentos suspeitos e vínculos políticos que podem levar a nova supervisão do STF.