Ibovespa interrompe sequência de altas mensais com queda de blue‑chips cíclicos
Queda do minério e do petróleo, junto com juros externos mais altos e pesquisas mais apertadas, elevaram a volatilidade e os volumes negociados.
O Ibovespa recuou 0,41% em 18 de setembro, para cerca de 185.229 pontos, encerrando uma sequência de ganhos semanais que durava um mês, após perdas fortes em Vale, unidades do Santander, Petrobras e empresas siderúrgicas impulsionarem a queda.
O índice de volatilidade implícita de 30 dias do S&P/B3 Ibovespa VIX subiu para aproximadamente 30,17, mais que o dobro desde meados de julho, sinalizando oscilações de preço maiores esperadas para o próximo mês.
Os preços spot do minério de ferro, por volta de US$95–96 a tonelada (valor aproximado), e a fraqueza intradiária do petróleo comprimiram margens de mineradoras e siderúrgicas, com analistas alertando que esses movimentos nas commodities prejudicam diretamente grandes empresas cíclicas brasileiras.
Pesquisas mostrando empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aumentaram o risco fiscal e eleitoral, mantendo ativo o chamado “trade eleitoral” do mercado, mas dependente de um catalisador claro.
Os volumes negociados ficaram elevados — giro do Ibovespa em R$26,8 bilhões e giro total da B3 em R$38,2 bilhões — em parte porque vencimentos de opções em setembro ampliaram os movimentos e juros externos mais altos podem reduzir fluxos para ativos brasileiros.