Haddad diz que vitória de Flávio Bolsonaro libertaria dono do Banco Master
Haddad nacionaliza sua campanha com o caso Master para alertar que uma presidência de Flávio Bolsonaro poderia soltar Daniel Vorcaro, ameaçar investigações e deslocar o debate eleitoral para a soberania nacional.
Haddad afirmou em entrevista a uma rádio na terça-feira que, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, Daniel Vorcaro não permaneceria preso e que os dois decidiriam o que fazer com cerca de R$40 bilhões que teriam sido mantidos no exterior, segundo reportagens.
Daniel Vorcaro segue em prisão preventiva no Complexo da Papudinha, em Brasília, após uma operação da Polícia Federal que o deteve pela primeira vez em novembro de 2025 e o colocou em custódia em março de 2026.
Haddad vinculou publicamente o crescimento do Banco Master entre 2019 e 2024 ao período em que Roberto Campos Neto chefiou o Banco Central e afirmou que o governo Lula teria ordenado a liquidação do banco enquanto agentes federais conduziam investigações.
Flávio Bolsonaro e aliados reagiram ligando o presidente Lula ao ministro do STF Alexandre de Moraes, após reportagens sobre comunicações com Vorcaro, e defenderam que pagamentos feitos por Vorcaro ao filme Dark Horse seriam questões já encerradas; Vorcaro nega irregularidades, segundo relatos.
A disputa tornou-se um tema central da campanha à medida que as pesquisas se apertam, com Haddad usando o caso para enquadrar riscos à independência do Judiciário e à soberania nacional, e com eleitores provavelmente atentos a qualquer movimento jurídico ou nomeação politizada após a eleição.