Governo proíbe apostas de cota fixa e anúncios de cassinos; naming rights de estádios ficam em risco

Medida provisória abre questões legais e comerciais para clubes enquanto disputa online sobre Nossa Senhora Aparecida vira alvo do TSE e altera campanhas

Hoje, 16:57

O governo federal editou a Medida Provisória 1.394, que proíbe a operação, oferta, intermediação e publicidade de apostas de cota fixa e de jogos de cassino online, medida que afeta de imediato empresas vinculadas ao setor.

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Vários contratos de naming rights de longo prazo, de multimilhões de reais, com empresas de apostas deverão passar por renegociação ou revisão judicial. Exemplos relatados incluem o acordo da Vila Belmiro de cerca de R$150 milhões, o contrato multi‑ano dos Aflitos e contratos da Arena Fonte Nova e da Arena das Dunas.

A polêmica religiosa em torno de Nossa Senhora Aparecida, ligada a um projeto arquivado de 2007, gerou um engajamento online incomum — cerca de 2,39 milhões de menções segundo monitoramento do Instituto Democracia em Xeque — e levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a avaliar a retirada de postagens que relacionam candidatos ao tema.

Campanhas mudaram mensagens e logística em reação à disputa: Lula cancelou participação prevista em debate da TV Globo e partidos passaram a usar simbolismo religioso e ataques a adversários nos dias finais antes do primeiro turno, em 4 de outubro.

Debates regionais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ganharam caráter nacional, com foco em questões federais como política fiscal, segurança e refinanciamento da dívida, e institutos de pesquisa, entre eles o Datafolha, passaram a realizar levantamentos rápidos para medir como a proibição das apostas e a controvérsia religiosa estão impactando a opinião dos eleitores.

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