Governo eleva piso do Bolsa Família e anuncia plano de segurança em reação a pesquisas
Medidas miram frear avanço de Flávio Bolsonaro ao atrair eleitores de baixa renda com aumento do benefício e proposta para reduzir endividamento
O governo federal publicou na quinta-feira um decreto que reajusta em 15,04% o piso do Bolsa Família, elevando o benefício mensal mínimo de R$600 para R$691, com vigência a partir de outubro.
Autoridades afirmam que o aumento faz parte de um pacote eleitoral mais amplo, que inclui um programa proposto para reduzir o endividamento das famílias por meio de compras de dívidas lideradas pelo governo, medida sinalizada pelo ministro da Fazenda, mas ainda não finalizada.
Uma pesquisa Quaest recente mostrou Flávio Bolsonaro à frente de Lula por 42% a 40%, variação que autoridades e aliados citam como gatilho imediato para a ofensiva tardia na campanha.
Lula tem combinado medidas sociais com propostas de endurecimento na segurança, propondo transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima e estudando uma transferência federal de R$10 bilhões para os estados, enquanto acusa publicamente adversários de ligações com milícias do Rio e menciona a polêmica do Banco Master.
As campanhas se intensificam em estados-chave, já que levantamentos regionais mostram divergências amplas: a Real Time Big Data aponta Lula com larga vantagem no Ceará, e os candidatos concentram visitas em locais como Santa Catarina e Pernambuco para tentar conquistar eleitores locais antes do primeiro turno, em 4 de outubro.