Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e se autoproclama líder, causando rápida isolação política

Carta enviada dos Estados Unidos repete alegações sem provas sobre fraude e recebe críticas de autoridades eleitorais, partidos e aliados de direita.

Hoje, 09:37

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos na quarta-feira, e em seguida publicou uma carta que inicialmente o chamou de “presidente eleito” e depois foi editada para chamá‑lo de “líder do Brasil”.

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A carta renovou acusações de fraude eleitoral em larga escala sem apresentar provas e anunciou que ele conduziria a oposição do exterior, mas não trouxe evidência que sustente tais alegações.

Instituições eleitorais e parlamentares rejeitaram suas afirmações: o presidente do TSE afirmou publicamente a vitória de Lula, e dados do TSE mostram apenas 34.993 votos na janela de votação estendida citada por críticos.

Grandes partidos e diversas lideranças de direita, incluindo União Brasil, MDB, PSDB, Tarcísio de Freitas e dirigentes do PL, distanciaram‑se publicamente e criticaram a iniciativa, corroendo a posição de Flávio como figura unificadora da oposição.

A saída de Flávio também levanta questões jurídicas, pois contrariou uma restrição de viagem imposta pelo STF e ocorreu após pedido da Polícia Federal para apreensão de seus passaportes; dirigentes do PL se reúnem para gerenciar as consequências políticas e judiciais.

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