Flávio Bolsonaro intensifica ataque institucional; adversários prometem ações em segurança e saúde
Em vídeo, Flávio falou em “crise institucional” e prometeu classificar grupos criminosos como “narcoterroristas”; rivais apresentam propostas para policiamento comunitário e redução de filas do SUS.
Flávio Bolsonaro gravou um pronunciamento de campanha na terça-feira em que acusou o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de fazerem parte do mesmo “sistema” e disse que o Brasil vive uma “crise institucional”.
No mesmo pronunciamento, Flávio reiterou promessas de endurecimento na segurança, afirmando que tratará PCC, Comando Vermelho e milícias como “narcoterroristas”, e repetiu uma declaração feita em comício em Belém de que eleitores deveriam rejeitar supostas ofertas de compra de votos da família Barbalho e votar em outro candidato.
Douglas Ruas defendeu seu desempenho como presidente da Alerj em sabatina televisiva no RJ1 e disse que ampliará o Programa Segurança Presente, iniciativa de policiamento comunitário, além de planejar operações para retomar comunidades controladas por organizações criminosas.
Gabriel Souza afirmou à RBS TV, em Porto Alegre, que fortalecerá o órgão regulador estadual Agergs para fazer valer contratos de concessão e prometeu zerar a fila de espera por procedimentos no SUS, esclarecendo que R$ 5 bilhões em repasses extras para a saúde seriam distribuídos ao longo do seu mandato de quatro anos.
Os movimentos recentes acentuam um eixo institucional-versus-segurança na fase final da campanha, com pronunciamentos encenados e fóruns televisivos para alcançar eleitores, e levantam questionamentos sobre como mecanismos legais e federais seriam necessários para implementar medidas como a declaração de grupos como narcoterroristas.