Flávio Bolsonaro faz pronunciamento e acusa Lula e Moraes de formar 'sistema podre'
Em discurso gravado no dia de sessão do Supremo, associou julgamento sobre ligações de um ministro a um banqueiro a atos de corrupção e reagendou campanha com propostas sobre segurança, alívio da dívida e fim da reeleição
O pronunciamento foi gravado na terça-feira, num dia de grande movimentação no Supremo Tribunal Federal, e substituiu o habitual programa de campanha de Flávio por um discurso de quatro minutos em que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes de integrarem um “sistema podre”.
Flávio prometeu qualificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações “narcoterroristas”, disse que reduzirá juros e a dívida pública e afirmou que não disputará um segundo mandato, caso seja eleito.
Ele enquadrou desdobramentos jurídicos recentes — incluindo notícias sobre a Operação Compliance Zero e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro — como indícios de irregularidades relacionadas a Moraes, tema que o Tribunal julgava naquele mesmo dia.
O candidato também desqualificou investigações contra ele, entre elas reportagens sobre uma doação solicitada para um filme, dizendo tratar-se de ataques políticos destinados a desviar a atenção de supostos escândalos maiores do governo.
A iniciativa desloca a estratégia de Flávio no fim da campanha para uma postura de confronto institucional acompanhada de promessas de governo, tática voltada a eleitores indecisos que pode aprofundar as tensões entre o Executivo, o Judiciário e o eleitorado.