Filme sobre Facebook põe algoritmo no centro e divide críticas
Produção de Aaron Sorkin dramatiza os vazamentos de 2021 e a atuação de Frances Haugen, mas estilo do diretor e roteiro recebem ressalvas
O filme, que estreia nos cinemas em 9 de outubro de 2026, é a dramatização escrita e dirigida por Aaron Sorkin do período em que Frances Haugen trabalhou no Facebook e dos reportes do Wall Street Journal em 2021 conhecidos como Facebook Files.
A tese central da obra é que decisões de produto e os algoritmos de recomendação do Facebook ajudaram a amplificar discurso de ódio, grupos conspiratórios e caminhos para radicalização — linha que o filme associa aos atos de violência no Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Críticos em vários veículos elogiam as atuações: Jeremy Strong como Mark Zuckerberg, Mikey Madison como Frances Haugen e Jeremy Allen White como o repórter Jeff Horwitz. Muitos destacam a interpretação inquietante de Strong como ponto alto.
No entanto, os críticos apontam que o filme, embora atual e cenas de denúncia e trabalho de redação sejam frequentemente contundentes, sofre com o tom de direção de Sorkin, ritmo, escolhas de estrutura e diálogos por vezes exagerados. Comparações com The Social Network costumam ser desfavoráveis.
A estreia ocorre num momento em que o desenho de plataformas e a responsabilidade por algoritmos voltaram a estar sob escrutínio público e regulatório. Reportagens também mencionam a revisão legal da Sony e o contato da produtora com pessoas retratadas no filme, o que pode influenciar o debate público sobre supervisão do setor e pressão por políticas sobre as plataformas.