TSE: candidatos devem abrir seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico
Decisões sobre divulgação cabem às campanhas antes do segundo turno de domingo.
O relator do TSE, André Mendonça, reafirmou na sexta-feira que Lula e Flávio Bolsonaro podem, voluntariamente, publicar seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, e que o Tribunal não atuará como intermediário ou garantidor do procedimento.
Ambas as campanhas entregaram ao TSE autorizações para divulgação pelos titulares ou seus procuradores, mas, segundo os últimos relatos, nenhum dos lados divulgou publicamente os dados sigilosos subjacentes.
O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, pressionou grandes plataformas de tecnologia a reforçar o quadro de pessoal para cumprimento das normas durante o fim de semana eleitoral, e o Tribunal negou ordenar suspensões de grandes canais políticos no WhatsApp.
A oposição protocolou novas ações: Flávio Bolsonaro pediu a anulação do registro de Lula por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional e exigiu documentos para investigação.
Procuradores do trabalho na Paraíba relataram quase 50 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e emitiram orientações a empregadores para proteger o direito de voto, e o Eurasia Group afirmou que Lula tem impulso tardio que reduziu as chances de Flávio antes do debate final.