PF abre investigação após Richarlison publicar documentos sobre disputa por ilha
Inquérito apura se decisões administrativas e judiciais aceleradas beneficiaram advogado ligado a Flávio Bolsonaro
Esta semana Richarlison divulgou números de processos judiciais e administrativos e comprovantes de pagamento dizendo ter investido cerca de R$10 milhões para adquirir uma mansão na Ilha Comprida, e busca ressarcimento ou indenização.
O advogado Willer Tomaz e sua empresa WT Administração detêm atualmente o registro de ocupação e obtiveram decisões favoráveis até o Superior Tribunal de Justiça, que o lado de Tomaz cita como definitivas.
O presidente Lula solicitou análise da Polícia Federal, e a PF passou a incorporar a disputa da ilha a um inquérito já em curso sobre ligações entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, em vez de abrir um procedimento separado.
Uma questão central de fato é que o terreno pertence à União, de modo que a disputa envolve processos de ocupação e regularização na Secretaria do Patrimônio da União e não um simples título de propriedade privada.
O caso tem contornos políticos: Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha, Tomaz pediu medidas judiciais para remover publicações de Richarlison e desafiou o jogador a apresentar provas, e a investigação pode ter desdobramentos administrativos, judiciais ou reputacionais para os envolvidos.