PF abre investigação após Richarlison publicar documentos sobre disputa por ilha

Inquérito apura se decisões administrativas e judiciais aceleradas beneficiaram advogado ligado a Flávio Bolsonaro

Hoje, 17:21

Esta semana Richarlison divulgou números de processos judiciais e administrativos e comprovantes de pagamento dizendo ter investido cerca de R$10 milhões para adquirir uma mansão na Ilha Comprida, e busca ressarcimento ou indenização.

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O advogado Willer Tomaz e sua empresa WT Administração detêm atualmente o registro de ocupação e obtiveram decisões favoráveis até o Superior Tribunal de Justiça, que o lado de Tomaz cita como definitivas.

O presidente Lula solicitou análise da Polícia Federal, e a PF passou a incorporar a disputa da ilha a um inquérito já em curso sobre ligações entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, em vez de abrir um procedimento separado.

Uma questão central de fato é que o terreno pertence à União, de modo que a disputa envolve processos de ocupação e regularização na Secretaria do Patrimônio da União e não um simples título de propriedade privada.

O caso tem contornos políticos: Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha, Tomaz pediu medidas judiciais para remover publicações de Richarlison e desafiou o jogador a apresentar provas, e a investigação pode ter desdobramentos administrativos, judiciais ou reputacionais para os envolvidos.

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