TSE decide não atuar como árbitro em disputa por quebras de sigilo entre candidatos
Corte permite que candidatos divulguem voluntariamente dados bancários, fiscais e telefônicos, deixando transparência a cargo das próprias campanhas em véspera do segundo turno
O ministro vice‑presidente do TSE, André Mendonça, confirmou na sexta‑feira decisões de que os candidatos podem, de forma voluntária, abrir e publicar seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos, e que o tribunal não atuará como intermediário para “impugnações” bilaterais.
As duas campanhas assinaram um termo para permitir divulgação simultânea, mas os acordos diferem em condições e prazos e nenhum dos lados havia publicado um único conjunto de dados sincronizado até sexta‑feira.
A campanha de Flávio Bolsonaro protocolou na sexta um pedido de cassação no TSE alegando que programação da Rádio Nacional e da EBC favoreceu de forma indevida Lula, e pediu preservação urgente das transmissões e investigação por abuso do uso de mídia pública.
Ministros do TSE e a Procuradoria relataram sobrecarga causada por um aumento de litigiosidade eleitoral, dizendo que gabinetes despacham dezenas de processos por dia, já que as campanhas recorrem cada vez mais ao Judiciário em vez de resolver disputas politicamente.
Pesquisas mostram vantagem estreita para Flávio, com impulso recente de Lula; a Eurasia Group reduziu para 60% a probabilidade de vitória de Flávio na sexta, e analistas dizem que o debate desta noite e as operações de comparecimento às urnas ainda podem mudar o resultado. Enquanto isso, o MPT alertou empregadores após relatos de quase 50 denúncias de assédio eleitoral no trabalho na Paraíba.