Segundo turno vira batalha judicial e digital com pedidos de cassação e disputa por sigilos
Protocolos urgentes no TSE, ordem para remover post no WhatsApp e embate público sobre divulgação voluntária de registros bancários e telefônicos deixam eleitores sem novas provas confirmadas antes do segundo turno em 25 de outubro
As duas campanhas entraram com pedidos urgentes de cassação no Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira, com a equipe de Lula acusando Flávio Bolsonaro de financiamento irregular ligado ao filme Dark Horse, e a equipe de Flávio acusando Lula de uso eleitoral indevido da Rádio Nacional.
Ministros do TSE intervieram em conteúdo digital e regras de transparência: Marco Aurélio Bellizze determinou a remoção de um post no WhatsApp do canal 'Tropa do Flávio' por suposta desinformação, e André Mendonça decidiu que candidatos podem publicar voluntariamente seus próprios registros bancários, fiscais e de telefonia sem necessidade de determinação judicial.
Apesar de autorizações assinadas e desafios públicos, nenhuma das campanhas tornou públicos os sigilos confidenciais, transformando a disputa numa 'guerra de narrativas' performativa que não produziu divulgações documentais verificadas antes do debate final.
Avaliadores de risco e monitoradores de pesquisa registraram um impulso tardio para Lula, levando o Eurasia Group a reduzir a probabilidade de vitória de Flávio para cerca de 60%, e a apontar o debate da TV em 23 de outubro como potencialmente influente, mas sem garantia de reverter uma vantagem estreita.
Autoridades trabalhistas na Paraíba relataram o dobro de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho, chegando a quase 50 casos, e emitiram orientações a empregadores e sindicatos para proteger o direito de voto dos trabalhadores, indicando que a pressão da campanha se estende além dos tribunais e da mídia.