Empate técnico projeta segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
Pesquisas finais mostram diferença mínima; resultado pode depender de quem converte atos de rua e mobilização digital em comparecimento em estados-chave.
Pesquisas divulgadas no sábado mostraram um duelo de margem muito estreita: a Colectta deu 50,3% para Lula e 49,7% para Flávio Bolsonaro em votos válidos, enquanto a CNT/MDA inverteu a margem, apontando 50,7% para Flávio e 49,3% para Lula — ambas dentro da margem de erro de cada pesquisa.
Ambas as campanhas promoveram grandes mobilizações no último dia: Lula liderou atos em Copacabana e realizou comício de encerramento na Avenida Paulista, e Flávio fez uma motociata em Belo Horizonte seguida de atos na Barra da Tijuca.
Na véspera da votação, Lula intensificou ataques pessoais, repetidamente chamando Flávio de “miliciano” e destacando o caso Ana Clara; a mãe da vítima, Cristiane Gomes, acusou publicamente Flávio de defender o policial denunciado pela morte da filha.
A campanha de Lula ampliou um esforço digital coordenado de incentivo ao comparecimento chamado “Exército do Lula”, que dirigentes afirmaram ter superado 10 milhões de participantes no sábado e vinha sendo usado para organizar o contato de última milha com eleitores.
Relatos locais registraram diversas manifestações em cerca de 15 capitais estaduais sem incidentes; as forças de segurança prepararam medidas para grandes eventos urbanos. Analistas afirmam que o comparecimento em estados decisivos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro provavelmente vai definir o resultado do domingo.