Comícios de fim de campanha aumentam polarização e tensionam autoridades com problemas logísticos e confrontos nas ruas
Último dia de atos teve ameaças, capotamento de viatura com urnas eletrônicas e acidentes de trânsito que pressionaram serviços locais
Grandes atos de campanha de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao candidato Flávio Bolsonaro reuniram multidões no Rio de Janeiro e em São Paulo no sábado, 24 de outubro, último dia de campanha nas ruas.
Durante aparições na orla de Copacabana e na Avenida Paulista, Lula acusou repetidamente Flávio de ligações com milícias, usando a denúncia para mobilizar apoiadores e acentuar o tom combativo da campanha.
Em Juiz de Fora, um motorista pró‑Flávio avançou com uma pickup contra um manifestante pró‑Lula no sábado; o episódio foi registrado em vídeo e acompanhado pela Polícia Militar, evidenciando o risco de confrontos entre protestos rivais.
A logística eleitoral foi afetada quando uma viatura policial que transportava urnas eletrônicas capotou perto de Gilbués, no sul do Piauí, no sábado. Um policial recebeu atendimento por ferimentos sem gravidade, o TSE foi informado e outras equipes concluíram a entrega das urnas aos locais de votação.
Emergências de trânsito registradas entre 22 e 24 de outubro — incluindo um caminhão carregado de bananas em chamas na MGC‑497, o tombamento de um caminhão na Paraíba e várias colisões em Minas Gerais — mantiveram Samu, corpos de bombeiros e polícias rodoviárias em atuação e aumentaram a pressão operacional sobre serviços locais e eleitores na véspera do segundo turno.