Durigan intensifica sinalização de aperto fiscal para reduzir incerteza dos mercados
Articular economistas de confiança busca transmitir ajuste técnico das contas sem compromissos públicos detalhados.
Relatos de sexta-feira mostram que Josué Durigan intensificou reuniões com participantes do mercado financeiro, economistas e formadores de opinião para diminuir a incerteza dos investidores sobre as contas públicas do Brasil.
Em conversas iniciais com investidores, ele mencionou a possibilidade técnica de reduzir o limite de crescimento anual das despesas previsto no arcabouço fiscal, de 2,5% para cerca de 1,5%, como opção para desacelerar o ritmo de gastos.
Durigan afirmou que o governo manterá o arcabouço fiscal, apertará o controle sobre gastos obrigatórios e buscará cerca de 2 pontos percentuais do PIB em ajuste fiscal adicional até 2030.
Ele tem procurado interlocução com nomes considerados credíveis pelo mercado, como Pedro Malan e Arminio Fraga, e já se reuniu ou agendou conversas com vários outros economistas notáveis para colher ideias e conferir credibilidade às propostas.
O mercado acompanha o movimento porque a dívida pública está elevada — cerca de 81,9% do PIB em junho — e analistas dizem que cumprir o ajuste prometido exigirá medidas concretas tanto sobre gastos quanto sobre receitas, o que implica custos políticos para a campanha.