Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível desde 1988
Número reforça desempenho de Lula, a dias do segundo turno em 25 de outubro, ao mostrar queda acentuada na perda de floresta.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou nesta sexta-feira que a Amazônia perdeu 3.335 quilômetros quadrados de floresta nos 12 meses até julho de 2026, uma redução de cerca de 42% em relação ao ano anterior.
O governo Lula atribui a queda à retomada da fiscalização pelo plano PPCDAm, incluindo maior detecção por satélite, sanções mais duras para desmatamento ilegal e restrições de crédito para propriedades que descumprirem as regras.
O número de focos de incêndio triplicou após 4 de outubro, e autoridades federais investigam se algumas queimadas foram provocadas deliberadamente, enquanto cientistas alertam que um forte El Niño pode provocar seca e mais incêndios em 2026–27.
O desmatamento no Cerrado também atingiu nível recorde baixo, com cerca de 5.516 quilômetros quadrados, e os novos dados contrastam com o surto de 2019–2022, que derrubou mais de 45.000 km² durante o governo de Jair Bolsonaro.
Os resultados elevam as apostas políticas para o segundo turno de 25 de outubro, porque a manutenção dos ganhos depende da continuidade de políticas e da fiscalização; especialistas alertam que a degradação e um eventual limiar de perda de floresta de 20–25% podem comprometer as chuvas regionais e os meios de subsistência.