Decisões de última hora em tribunais cancelam debate da TV Globo e tensionam eleição
Mudanças nas regras do debate e um falso alerta de bomba perto do STF aumentam a tensão institucional e alteram a mobilização das campanhas.
A TV Globo cancelou o debate presidencial previsto depois de decisões judiciais de última hora: o Tribunal Superior Eleitoral restringiu a exibição de um púlpito vazio e o Supremo Tribunal Federal determinou mudanças na lista de participantes.
Entre as medidas judiciais, a ministra do TSE Estela Aranha proibiu a exibição de um púlpito vazio reservado ao presidente Lula e vedou perguntas dirigidas a um candidato ausente; em outra decisão, o STF ordenou a inclusão de um concorrente a mais, criando incerteza jurídica para a emissora.
Campanhas rivais incorporaram rapidamente o episódio em suas mensagens finais de campanha: Lula vinculou o caso a uma crise que, segundo ele, envolve ministros nomeados por Jair Bolsonaro; Flávio Bolsonaro classificou as decisões como intervenção e pediu um “voto de revolta”; e o candidato Augusto Cury protestou no STF e sinalizou possíveis medidas legais.
Autoridades de segurança fizeram uma operação após um homem ter jogado uma mochila perto do ponto de ônibus do Supremo, mobilizando equipe antibombas — o objeto foi depois verificado e continha apenas roupas — e missões diplomáticas adotaram precauções adicionais em torno da votação.
Pesquisas mostram uma disputa muito apertada, com grande probabilidade de segundo turno; cortes continuam a definir a logística da campanha (por exemplo, o TRE‑SP autorizou com condições o comício de Lula na Paulista); e o episódio aumenta o risco de que contendas judiciais e mobilizações de rua influenciem a participação e a estabilidade pós‑voto.