Comprou CPU usada e herdou ban em Valorant, diz comprador; Riot explica política
Caso mostra falhas: não há forma pública de checar peças usadas e suporte e duração de bans por HWID variam
Um comprador na Alemanha afirma ter comprado um processador AMD Ryzen 7 5800X3D em 21 de setembro e foi bloqueado de jogar Valorant imediatamente, porque o anti‑cheat Vanguard informou que o hardware ID (HWID) do CPU estava na lista negra desde 12 de agosto.
Phillip Koskinas, chefe do sistema anti‑cheat da Riot, disse que bans por HWID são raros, valem apenas para o jogo onde a trapaça foi detectada e duram no máximo quatro meses; o suporte da Riot pode informar quanto tempo resta do bloqueio.
O comprador relata que o suporte da Riot disse que múltiplos componentes no mesmo PC estavam sinalizados e recusou remover a restrição. Koskinas contesta essa versão, afirmando que o Vanguard não adiciona um sistema inteiro à lista de negação por causa de uma única peça identificada.
O Vanguard roda um driver em nível de kernel e usa recursos de segurança da plataforma, como TPM e Secure Boot, para montar impressões digitais de hardware, mas a Riot não detalhou publicamente como associa um ban a um chip físico específico.
O episódio evidencia uma lacuna no mercado de segunda‑mão: não existe uma forma pública para compradores verificarem se peças estão sujeitas a bans de anti‑cheat, e as soluções dependem de processos de suporte inconsistentes ou da expiração temporária dos bloqueios por HWID.