Canal Exército do Lula no WhatsApp ultrapassa 7,1 milhões de seguidores
Crescimento rápido reflete esforço digital concentrado que pode influenciar visibilidade no segundo turno de 25 de outubro; canal enfrenta fiscalização do TSE e já foi registrado pela campanha.
O canal Exército do Lula, que chegou a cerca de 7,1 milhões de seguidores na quarta‑feira, 21 de outubro, cresceu de aproximadamente 4,3 milhões após sua reativação em meados de outubro, atingindo o pico relatado por fontes da campanha nos dias finais antes do segundo turno.
O deputado André Janones usa a transmissão unidirecional do WhatsApp para enviar vídeos, áudios, textos e ‘missões’ explícitas que orientam seguidores a compartilhar publicações, comentar e amplificar conteúdo pró‑Lula em redes sociais.
O presidente Lula aceitou um celular dado pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles, para entrar no canal; líderes da campanha vincularam a participação planejada de Lula e uma live pós‑debate a uma meta de 10 milhões de integrantes. Janones chegou a pausar publicamente as postagens enquanto buscava metas anteriores de adesão.
O canal foi alvo de representações e ordens de suspensão no Tribunal Superior Eleitoral, foi formalmente registrado pela campanha de Lula em 13 de outubro e agora opera sob orientação do TSE emitida em 16 de outubro, que aplica regras eleitorais e limites sobre desinformação a canais de campanha.
O salto de seguidores faz parte de uma disputa de alcance digital com um canal pró‑Flávio Bolsonaro que declara cerca de 2 milhões de seguidores — uma dinâmica que amplia a visibilidade das mensagens, mas mede alcance potencial e não votos garantidos, e que pode intensificar a fiscalização das plataformas e dos órgãos reguladores na véspera da votação.