Canadá e União Europeia lançam ‘Aliança para o Futuro’ e miram acordo até junho
Cúpula em Montreal fechou acordos sobre comércio digital, acesso canadense a supercomputação europeia e financiamento para minerais críticos; revisão mais estreita fica prevista para 2027.
A cúpula de dois dias em Montreal, realizada na sexta-feira, lançou oficialmente a “Aliança para o Futuro” e garantiu acordos concretos sobre comércio digital, apoio do Banco Europeu de Investimento a projetos de minerais críticos e acesso do Canadá à supercomputação europeia.
O primeiro‑ministro Mark Carney apoiou a ideia de o Canadá se tornar o primeiro “membro associado” da UE e fixou a meta de concluir as negociações em junho, com ministros reunindo‑se em março. A declaração conjunta, porém, comprometeu‑se apenas a definir uma “associação cada vez mais estreita” até a cúpula de 2027.
Várias capitais europeias, em especial a Alemanha, resistiram ao rótulo de “membro associado”; o termo foi omitido da versão final da declaração conjunta, e qualquer status final dependerá da aprovação dos 27 governos da UE e de votação no Parlamento do Canadá.
O então presidente Donald Trump advertiu que poderia tratar a iniciativa como hostil e ameaçou impor tarifas à Europa — episódio que, segundo Ottawa e Bruxelas, reforça a necessidade de diversificar relações e reduzir a dependência dos Estados Unidos.
Analistas dizem que o pacto busca proteger cidadãos e empresas contra coerção comercial, aprofundando cooperação em IA, defesa, cadeias de abastecimento e intercâmbio de estudantes e pesquisadores. O acordo pode também redirecionar fluxos de investimento e cadeias de fornecimento para mineradoras, empresas de tecnologia e exportadores canadenses.