Campanha de Lula protocola autorizações de sigilo no TSE; Flávio impõe 19 condições
Documentos transferem disputa de transparência ao TSE, que decidirá se registros podem ser obtidos e divulgados antes do segundo turno.
Na quinta-feira o PT protocolou formalmente no Tribunal Superior Eleitoral autorizações assinadas para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula dos últimos oito anos, além de permissões para alguns familiares e assessores.
A equipe de Flávio Bolsonaro apresentou uma lista de 19 condições e não entregou autorizações assinadas correspondentes ao mesmo tempo, afirmando que verificará os documentos de Lula antes de repassar o seu próprio material.
O ministro André Mendonça foi sorteado como relator no TSE e decidirá quais registros serão requisitados a bancos, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e se alguma informação pode ser liberada antes do segundo turno.
O PT diz que publicará as autorizações e disponibilizará o material em um site público para permitir que cidadãos monitorem o cumprimento. As equipes de campanha usam a disputa para reforçar narrativas rivais antes do debate de sexta-feira.
Mesmo com as autorizações em mãos, os limites práticos são claros: bancos, Receita e operadoras controlam o acesso aos registros, e o TSE não é obrigado a realizar auditoria completa nem a publicar todos os documentos antes de domingo, realidade que pode reduzir o impacto imediato do episódio sobre eleitores indecisos.