Campanha de Flávio Bolsonaro reafirma regra de transição de dois anos do Bolsa Família após reação
Equipe diz que benefício será mantido por até 24 meses após a família conseguir emprego formal e que retorno será automático se a renda cair — mudança apresentada como incentivo à mobilidade econômica.
Daniella Marques, coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, afirmou que a campanha vai restabelecer uma transição de dois anos que permite às famílias manter o Bolsa Família por até 24 meses após conseguir emprego formal ou abrir um negócio.
Após críticas em redes sociais, Marques publicou um vídeo esclarecendo o tema e Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem no Instagram reiterando a continuidade por dois anos e prometendo reingresso automático no programa caso a renda da família caia.
No governo Lula, o período de transição é de 18 meses e famílias que saem do programa têm um prazo de 36 meses para solicitar retorno garantido, referência citada por representantes da campanha ao explicar a proposta.
Adversários usaram falas iniciais de Marques para afirmar que a campanha planeja cortes em programas sociais, com aliados de Lula dizendo que os comentários indicam redução fiscal; a campanha rebate que o objetivo é estimular trabalho e empreendedorismo sem cortar benefícios.
A proposta para o Bolsa Família foi apresentada junto com um plano emergencial de reestruturação da dívida e uma agenda fiscal voltada à redução de impostos e à diminuição da burocracia, medidas que a campanha diz que vão apoiar beneficiários que ingressarem no mercado formal.