Bancários fazem paralisação nacional de 24 horas
Categoria rejeitou proposta da Fenaban e retoma negociações em 24 de agosto; reivindicação inclui 5% de ganho real acima da inflação.
A paralisação de 24 horas ocorreu na quinta‑feira, 20 de agosto, e provocou fechamento confirmado de agências e atos locais em estados como Amazonas (Manaus e Itacoatiara), Acre (Rio Branco), Bahia (Salvador), Sergipe e em partes de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os sindicatos apresentaram demandas econômicas claras: 5% de aumento real acima da inflação; recomposição integral da inflação; elevação do piso de ingresso por faixa; aumento dos auxílios alimentação e refeição; e maior participação nos lucros e resultados (PLR).
As negociações já somam oito rodadas desde 2 de julho. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afirma que recebeu as propostas em 24 de junho e está cumprindo o calendário de negociação. Os sindicatos dizem que a oferta da Fenaban — segundo relatos, com reajustes diferenciados por faixa e manutenção do piso de ingresso — foi rejeitada por cerca de 97% dos votantes em assembleias.
As táticas sindicais incluíram piquetes organizados e orientação para que trabalhadores em teletrabalho não registrassem ponto ou não se conectassem durante as 24 horas, buscando ampliar o impacto operacional e pressionar os empregadores antes da próxima reunião, marcada para 24 de agosto.
O conflito ocorre num contexto de forte resultado setorial — os sindicatos citam lucros bancários em torno de R$171–174 bilhões em 2025 — e de reestruturações de longo prazo, como fechamento de agências e maior automação. Esses fatores, segundo os sindicatos, aumentam a sobrecarga de trabalho e reforçam a urgência legal e prática de um novo acordo coletivo com data‑base em 1º de setembro.