Prisões rápidas e pedidos de feminicídio marcam onda de ataques violentos em vários estados
Laudos, confissões e cooperação entre polícias transformaram relatos iniciais em denúncias; Ministério Público pede prisão preventiva e reparação por danos.
Polícias em vários estados fizeram prisões rápidas após uma série de episódios violentos ocorridos esta semana em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará e Roraima.
O Ministério Público apresentou denúncia criminal contra Lafayete Gonzaga, acusando‑o de matar a ex‑mulher em um supermercado em São Paulo. A peça também descreve maus‑tratos pelo fato de ele ter matado o cachorro da vítima, e pede que ele seja mantido em prisão preventiva e que a família receba pelo menos R$500.000 em danos.
Laudos periciais e confissões alteraram o rumo das investigações em vários casos. Em Minas Gerais, promotores denunciaram um homem por feminicídio depois que a necropsia apontou asfixia violenta. No Rio de Janeiro, um suspeito confessou e levou a polícia a apreender a faca usada no homicídio de uma idosa.
Dois assaltos distintos que deixaram vítimas idosas mortas também motivaram operações rápidas: em Roraima, a prisão preventiva de um homem de 26 anos foi mantida após o esfaqueamento de um homem de 84 anos; no Ceará, ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar prendeu dois suspeitos e recuperou parte dos R$30.000 roubados de uma vítima de 90 anos.
As autoridades estão buscando prisão preventiva e ampliando a cooperação interestadual para recuperar armas, concluir perícias e preparar as denúncias. Decisões judiciais previstas e novas apreensões de prova devem definir se mais casos serão formalmente julgados como feminicídio.