Ataques dos EUA em Larak levam Irã a lançar mísseis; tensão no Hormuz puxa o preço do petróleo
Troca limitada de ataques, desinformação por vídeo gerado por IA e novas sanções ampliam impasse que ameaça o tráfego no Estreito de Hormuz e o mercado de energia.
Forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores de foguetes na ilha de Larak no domingo, depois de reportarem uma ameaça iminente de forças que estariam preparando o posicionamento de minas. Horas depois, o Irã retaliou com ataques de mísseis contra bases na Jordânia; autoridades americanas disseram que a maioria dos projéteis foi interceptada.
O presidente Donald Trump publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava a destruição da ilha de Kharg, mas o Irã e a National Iranian Oil Company negaram qualquer ataque recente e afirmaram que as operações petrolíferas em Kharg seguem normalmente.
A Casa Branca sinalizou nova retaliação militar e aumentou a pressão econômica com sanções e um bloqueio naval, e o presidente Trump prometeu resposta enérgica aos ataques iranianos.
Os mercados reagiram rapidamente: o petróleo subiu cerca de 2% a 3,5% após a escalada. Analistas alertam que uma interrupção prolongada nas exportações e no tráfego iraniano elevaria fretes e o custo de fertilizantes, pressionando ainda mais os custos de produção de alimentos em países dependentes de importações, como o Brasil.
Em declarações públicas permanecem canais diplomáticos abertos: o presidente do Irã disse que Teerã busca um fim negociado para o conflito. Ainda assim, a guerra de informação e reivindicações conflitantes no campo de batalha aprofundaram um impasse frágil que mantém o estratégico Estreito de Hormuz em risco.