Hospitais ampliam uso de robôs cirúrgicos e IA; 180 sistemas Da Vinci já operam no país
Investimentos bilionários e cursos de pós-graduação aceleram adoção em redes privadas e em unidades públicas e filantrópicas, apesar do custo e da necessidade de credenciamento
Cerca de 180 sistemas Da Vinci já estão em operação no Brasil, segundo levantamento divulgado na segunda-feira, e a adoção de robôs cirúrgicos e inteligência artificial tem avançado rápido em grandes redes privadas e em algumas unidades públicas e filantrópicas.
O modelo mais novo, o Da Vinci 5, está na etapa final de análise da Anvisa e ainda não foi liberado para venda no Brasil; a aprovação permitiria às instituições acessar recursos de computação avançada, sensores de força e análise de vídeo.
Grupos de saúde e empresas de diagnóstico têm feito aportes relevantes para ampliar o uso da tecnologia: a Rede D’Or informa ter investido cerca de R$600 milhões nos últimos anos e prevê até R$150 milhões adicionais até 2031. O Grupo Fleury reportou R$108 milhões em gastos com inovação para automação de laboratórios e aumento da capacidade.
Hospitais e laboratórios relatam ganhos clínicos e operacionais mensuráveis com IA e automação. No Fleury, o tempo de processamento de ressonância magnética caiu pela metade; na Dasa, o intervalo entre diagnóstico e início do tratamento foi reduzido de 17 dias para sete.
Os principais entraves permanecem: custo elevado dos equipamentos, necessidade de credenciamento e formação de equipes. Para enfrentar isso, instituições ampliam cursos de pós‑graduação, simuladores e hubs de teleproctoring para treinar profissionais, ampliar o acesso e reduzir a diferença entre grandes centros urbanos e hospitais de menor porte.