Bruno Dantas renuncia ao TCU e deixa vaga a ser preenchida pelo Senado
Processo liderado pelo Senado seguirá Decreto Legislativo 6/1993 e terá sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos antes de decisão final pelo Congresso e pelo presidente
Bruno Dantas apresentou sua renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU), abrindo uma vaga em corte de nove ministros que é parcialmente preenchida pelo Congresso.
A escolha seguirá o Decreto Legislativo 6/1993: líderes partidários do Senado deverão registrar candidatos; haverá cinco dias úteis para inscrições; os nomes serão submetidos à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para sabatina pública e análise; em seguida, as indicações aprovadas seguem para a Câmara dos Deputados e para o presidente da República para a nomeação final.
Reportagens identificam o senador Rodrigo Pacheco como um dos principais cotados e dizem que ele teria o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas não havia confirmação de indicação formal nas matérias consultadas.
Os candidatos precisam atender a requisitos legais rigorosos, incluindo elevada reputação moral, notório saber em direito, contabilidade, economia, finanças ou administração pública, e pelo menos dez anos de atividade profissional vinculada a essas áreas. Das seis vagas do TCU indicadas pelo Congresso, três se originam no Senado.
A cobertura indica que o Congresso deve avaliar a substituição nas próximas semanas. A escolha pode influenciar o modo como o TCU fiscaliza os gastos públicos e também refletir o equilíbrio de influência entre líderes do Senado.