Alta de juros nos EUA e aumento do Bolsa Família mantêm mercados cautelosos antes da eleição
Queda do petróleo e recuo de yields dos Treasuries ajudaram recuperação parcial; incerteza fiscal com reajuste de 15% do Bolsa Família e segundo turno apertado mantêm prêmio de risco elevado.
O Federal Reserve dos EUA elevou sua taxa de referência em 25 pontos‑base, para a faixa de 3,75%–4,00%, na quinta‑feira, e os yields dos Treasuries recuaram em seguida, aliviando a pressão sobre ativos de risco globalmente.
O Banco Central do Brasil cortou a Selic em 25 pontos‑base, para 13,75%, e deixou abertos os caminhos futuros da política monetária — movimento que já estava em grande parte precificado pelos mercados antes do recente repricing externo.
O governo federal anunciou um aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, com custo fiscal estimado em R$5,8 bilhões em 2026 e R$22 bilhões em 2027, o que fez os juros locais e a volatilidade do câmbio subirem temporariamente.
Após uma venda inicial, ações brasileiras e contratos de juros de longo prazo recuperaram parte das perdas graças à queda do petróleo, à maior estabilidade dos yields soberanos nos EUA e no Reino Unido e a compras em papéis como Vale.
O bitcoin se manteve na faixa de cerca de US$75 mil–76 mil após a não aprovação da Clarity Act no Senado dos EUA e fortes saídas de recursos de ETFs de bitcoin à vista nos EUA, evidenciando que as oscilações dos criptoativos seguem sendo guiadas por notícias regulatórias e fluxos de fundos nos EUA.