Almoço de Flávio Bolsonaro com executivos da Globo provoca acusações de parcialidade

Encontro confirmado levantou questionamentos sobre a neutralidade da emissora a nove dias do segundo turno em 25 de outubro.

17 de outubro, 09:10

O Grupo Globo confirmou que Flávio Bolsonaro foi recebido para um almoço na sede da emissora no Rio por João Roberto Marinho e Paulo Tonet horas antes de sua entrevista televisionada na sexta‑feira, 16 de outubro, e nove dias antes do segundo turno.

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A Globo afirmou que o encontro teve caráter institucional, que lideranças do núcleo de jornalismo não participaram, e que a empresa também receberia o presidente Lula caso ele solicitasse a visita.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente que a Globo está “sob suspeição” após a revelação, e integrantes da campanha criticaram o encontro como prova de acesso preferencial.

Colunas e publicações em redes sociais relataram desconforto nos bastidores da emissora, incluindo relatos de que a âncora Renata Lo Prete teria se sentido constrangida e que o comediante Paulo Vieira foi impedido de visitar o camarim de Lula, mas essas alegações pessoais não foram corroboradas de forma independente.

O episódio intensificou o debate público sobre ética na mídia em uma eleição acirrada e pode provocar maior escrutínio ou reclamações, embora até o momento não tenham sido divulgadas conclusões regulatórias nem instauradas investigações formais.

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