Aliado de Flávio Bolsonaro compara Renan Santos a Hitler e diz a eleitores para 'anular' ou remanejar votos
Confronto público pode influenciar redistribuição dos 2,24% de eleitores de Renan no segundo turno de 25 de outubro.
Na segunda-feira, Pablo Marçal, aliado público de Flávio Bolsonaro, afirmou no podcast IronTalks que Renan Santos tinha “perfil de Hitler” e incentivou os eleitores de Renan a manter, anular ou dar seus votos a quem quisessem.
Renan Santos respondeu na terça com um vídeo em redes sociais em que zombou de Marçal, ironizando-o como um possível “futuro ministro da prosperidade”, e rejeitou a comparação com Hitler.
Renan já havia declarado neutralidade para o segundo turno e orientado seus apoiadores a “votar em quem quiserem”, depois de ter ficado em quarto lugar com 2.675.887 votos (2,24%) no primeiro turno.
Marçal também disse ter sido brevemente candidato à Presidência antes de ser impedido pelo TSE e afirmou que chegou a liderar Renan em uma pesquisa de curta duração, comentários que acirram uma rivalidade pessoal entre figuras da direita.
A troca expõe fissuras visíveis dentro do campo mais amplo da direita e levanta a possibilidade de que a competição e os ataques pessoais influenciem como os eleitores de Renan se dividirão ou se absterão no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula em 25 de outubro.