Conselho de Supervisão da Meta diz que empresa errou repetidamente na moderação eleitoral no Brasil e nos EUA
Órgão exigiu métricas públicas e revisão por especialistas para evitar aplicação excessiva de regras antifraude que suprimiu anúncios políticos legítimos
O Conselho de Supervisão da Meta publicou na terça-feira sua conclusão de que a empresa cometeu erros recorrentes de moderação durante períodos eleitorais e não explicou como aplica suas regras.
O conselho identificou dois padrões de falha repetidos: aplicação excessiva de regras que suprimiu expressão política legal e aplicação insuficiente que colocou em risco a integridade eleitoral.
Em sua análise do Brasil, o conselho concluiu que a Meta aplicou regras antifraude com rigidez excessiva às contas de anúncios do presidente Lula e afirmou que esses casos deveriam ter sido encaminhados a revisores humanos especialistas.
Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou mensagens internas sobre restrições a perfis de Lula, e a Meta descreveu os incidentes como falhas técnicas globais, negando interferência intencional.
Houve reações públicas e institucionais: o TSE determinou que a Meta comprove tratamento igualitário entre campanhas rivais, a campanha de Lula entrou com ação judicial, manifestantes entregaram reivindicações no escritório da Meta em São Paulo, e a cobrança do conselho por métricas públicas abre a possibilidade de nova supervisão ou auditorias independentes.