Lula libera condicionalmente oito anos de sigilos e desafia Flávio a fazer o mesmo
Movimento eleva aposta na última semana antes do segundo turno ao vincular participação em debate e escrutínio público à abertura recíproca de registros bancários e telefônicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou formalmente no TSE, na terça‑feira, uma autorização para divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, condicionada à apresentação de autorização equivalente por Flávio Bolsonaro.
Lula afirmou publicamente que só participará de debate com Flávio se o senador apresentar a autorização correspondente e tem usado a exigência para pressionar acusações de corrupção contra o rival em atos de campanha.
As autoridades eleitorais têm dado decisões rápidas e divergentes nesta semana: o ministro do TSE André Mendonça permitiu que um filme de campanha contestado de Flávio permaneça no ar com correção técnica, mas o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva determinou proibições à republicação de certos trechos editados que miram Lula.
As campanhas mudaram de tática nos dias finais antes do segundo turno em 25 de outubro: a equipe de Flávio descentralizou atos de rua para se concentrar na preparação para debates, e a operação de Lula aposta em grandes redes de WhatsApp e em aliados como André Janones, que recebeu alta hospitalar e diz que retomará a mobilização digital.
Investigações e ações de rua provocativas aumentam a tensão — o MPT abriu apuração após gravações do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, orientando equipe a apoiar Flávio, e um ato bolsonarista em Manaus exibiu um “caixão do PT” — e pesquisas mostram disputa acirrada que torna decisões de última hora potencialmente decisivas.