Último dia de segundo turno no Brasil tem ações judiciais, mobilização massiva ao vivo e disputa acirrada
Pedidos sobre uso de rádio e mídias privadas e sigilos bancário e telefônico não resolvidos podem influenciar a votação em um segundo turno excepcionalmente apertado
Na sexta-feira, as duas campanhas apresentaram pedidos urgentes de cassação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Flávio Bolsonaro acusou a emissora pública Rádio Nacional/EBC de favorecer Lula e pediu a retirada da chapa de Lula, e a equipe de Lula havia acusado anteriormente Flávio de usar mídia privada, redes pagas e táticas com plataformas baseadas em IA para inclinar a disputa.
O debate nacional final, na noite de sexta, não resultou na abertura concreta de sigilos bancário ou telefônico, porque o vice‑presidente do TSE reiterou que os candidatos podem liberar voluntariamente seus registros. A controvérsia sobre os sigilos ficou, assim, sem solução antes da votação de domingo.
As operações de mobilização de eleitores se intensificaram após o debate, com uma mobilização ao vivo de 24 horas liderada por André Janones e grandes transmissões de celebridades e redes de WhatsApp estimulando a participação, dinâmica que as campanhas esperam que mova margens nessa disputa apertada.
Modelos de risco político reduziram a vantagem de Flávio após a reação tardia da campanha de Lula: a Eurasia baixou a probabilidade de vitória de Flávio de 70% para 60%, enquanto pesquisas mostraram os dois candidatos praticamente empatados em votos.
Autoridades trabalhistas apontaram quase o dobro de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho na Paraíba e emitiram orientações aos empregadores, sinal de que pressões sobre eleitores e coerção local podem afetar a liberdade de escolha no domingo.