Lula e Flávio se enfrentam em último debate antes do segundo turno
Queixas ao TSE e aumento de denúncias de assédio eleitoral no trabalho mostram campanha buscando tribunais e instituições nas últimas 48 horas
O segundo e último debate televisionado, na sexta-feira, 23 de outubro, foi marcado por ataques pessoais agressivos e passou mais tempo em acusações de corrupção e de ligação com milícias do que em propostas detalhadas de governo.
Flávio Bolsonaro protocolou uma petição urgente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa de Lula por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional, além de solicitar preservação das gravações dos programas e a proibição de uso de conteúdo da emissora pública nas eleições.
A campanha de Lula veiculou inserções finais e repetiu no debate acusações ligando Flávio a milícias e a episódios de corrupção do passado, com o objetivo de minar a credibilidade do senador entre eleitores indecisos.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho na Paraíba dobraram, chegando a cerca de 50 casos, e emitiu recomendações a empregadores e sindicatos para proteger o direito ao voto dos trabalhadores.
Previsões políticas reduziram as chances modeladas de Flávio para cerca de 60% e analistas afirmam que a resposta do TSE aos pedidos de preservação, o aumento da pressão no trabalho e a publicidade de última hora podem influenciar a participação e o resultado no domingo, 25 de outubro.